Dancing in the deepest oceans

***Um blog de menina! Mas não de uma menina comum...***



Opiniões e recadinhos Domingo, Setembro 28

Irreversível



O meu quarto realmente reflete o meu estado de espírito.
Meu quarto sempre foi meio bagunçado, mas nos últimos dias ele tem estado excepcionalmente horrível! E hoje então, nossa, ele atingiu seu auge. Tem roupas pra todos os lados. Roupas novas ou limpas misturadas com as velhas ou sujas. O chão está quase sem espaços livres, muitas coisas jogadas nele. Minha cama está cheia de coisas por cima e não está arrumada... se ela falasse? Ah.. ia ser muito legal. Eu ia ter com quem conversar nas horas em que eu me sinto mais sozinha. Livros empilhados, copos vazios, hidratante, golfinhos, cds, fotos, bilhetes, colchas, almofadas. Cheguei com a esperança de encontrar algo sólido e em ordem, mas esqueci que a minha casa não poderia ser diferente de mim. O que é irreversível? Putz.. alguém me fala o que é reversível.. depois de fazer, falar, ser; como desfazer, desfalar, desser?! Como não ter receio de fazer, falar, ser do jeito errado? Tomei um cappuccino hoje a tarde. Ele ficou horas dando voltas no meu estômago. No pressure over cappuccino? Ha-ha-ha. Lot´s and lot´s of pressure. Continuo cansada. Quero ar, quero respirar direito.. is it just me or is it hot and dark in here? Quero mágica. Quero fadas e duendes e unicórnios no meu jardim. Tá muito chato viver sem mágica... quero tirar essa pressão que está esmagando meu coração. Cadê a minha fada-madrinha? Quero viver sem me sentir angustiada, sem ter que lutar sempre para tudo ficar bem. Quero tudo fácil. E quero meu quarto arrumado.

postado por: Daynha 21:01


Opiniões e recadinhos Sexta-feira, Setembro 26

Show



Acabou-se o silêncio.
You oughta know. I couldn´t help it, it´s all your fault. Gritei cantando bem bem alto até a garganta doer e o pessoal por perto reclamar. You´re my best friend, best friend with benefits. You held your breath and the door for me, thanks for your patience. You've already won me over, inspite of me. Dançei pulando muito muito, tanto até chegar a ter caimbra hoje de manhã ao acordar. Isn´t it ironic? Don´t you think? A little too ironic, yeah, I really do think! Nada acontece como a gente imaginou. Acaba tudo acontecendo ao contrário, do avesso, de ponta cabeça, sem nenhum aparente sentido, mas, somehow, as coisas acontecem e se encaixam. You live, you learn; you love, you learn; you cry, you learn; you chose, you learn; you live, you learn. É o melhor jeito? É como tinha de ser? Não tenho a mínima idéia e quer saber? Não ligo. Sem perceber, sem saber como ou porquê, tudo foi acontecendo e como um personagem secundário que assiste passivamente a história se desenrolar, eu vi a poeira levantar e abaixar. I recomend getting your heart trampled on, to anyone. Mas o que fazer? I can feel so unsexy for someone so beautiful, so unloved for someone so fine, I can feel so boring for someone so interesting, so ignorant for someone of sound mind. Isn´t it ironic?

postado por: Daynha 21:25


Opiniões e recadinhos Quarta-feira, Setembro 24



***Tudo segue só e em silêncio...***

SILÊNCIO


(Clarice Lispector)

É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.

É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.

A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes.

Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.

Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.

O coração bate ao reconhecê-lo.

Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para os er humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.

Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.

Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.

Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssimos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. e este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.

Se não há coragem, que não se entre. que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio, mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.

Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.

postado por: Daynha 20:33


Opiniões e recadinhos Segunda-feira, Setembro 22

Dias



Voltei. Passei dias e dias fora. Dias estranhos. Sentimentos ainda mais estranhos. Acho que de todos os dias que eu passei fora, só teve uma constante: um sentimento de solidão. Ele me perseguiu por todos os dias e continua em mim, assombrando meus dias ensolarados, trazendo uma agonia que não passa e não vai embora. Me sinto extremamente sozinha. E não só isso, completamente frágil, instável, vulnerável e carente. Muito carente. Quadro nada bom, eu sei... e o pior é que eu tenho tido um pensamento, quase obcessivo, de que eu já fui muito amada nessa vida mas tratei tão mal o amor dos outros, que agora como um sórdido castigo irônico do destino ou como a justa lei do "você colhe o que planta", eu não mereço mais o amor. Não vou encontrar mais ninguém que me ame, simplesmente porque eu já gastei a cota do amor para essa vida. E ter um pensamento desse para alguém com o meu quadro emocional, não é nada nada nada bom... eu queria poder não precisar de ninguém. Não sentir falta do carinho de ninguém. Ficar bem só comigo, só por eu estar aqui, ser eu e estar comigo. Mas não adianta; falta alguma coisa. Falta alguém. Estou cansada de ficar sozinha no mar e triste por não conseguir fazer nada para evitar o sentimento de que isso tudo é culpa minha. Eu não soube valorizar todo o amor que eu recebia... aliás, valorizar eu sempre soube... não sabia como - verdadeiramente - retribuir. E assim, segue a chuva, segue a música, segue eu sozinha e esperando para que algum dia esses dias de hoje sejam só uma memória não muito agradável.

postado por: Daynha 17:23


Opiniões e recadinhos Sábado, Setembro 13

Viagem



Bom, por motivos "esgrimísticos", eu vou estar me ausentando pelos próximos dias... acho que eu não vou ter muito acesso a internet, então provavelmente só voltarei a postar quando eu voltar de viagem... podem encher os coments de recadinhos que eu vou adorar lê-los e repondê-los assim que eu chegar... espero que todo mundo fique bem.. =)
beijos pra todos!

PS: Eu já tinha colocado uma parte dessa crônica da Clarice, mas acho que agora cabe colocar ela na integra... escreveria, se tivesse talento ou inspiração, mas como não tenho, deixo ela falar por mim... já que é exatamente o que eu diria, se pudesse...

POR NÃO ESTAREM DISTRAÍDOS
(Clarice Lispector)
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

postado por: Daynha 11:22


Opiniões e recadinhos Sexta-feira, Setembro 12


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
(Clarice Lispector)

postado por: Daynha 00:58


Opiniões e recadinhos Quarta-feira, Setembro 10

Don't you shiver?



Nem um pouquinho? Nem quando você percebe que as coisas estão mudando, que os desencontros aumentam e os encontros diminuem, que o tempo para se estar junto é quase inexistente se comparado ao tempo separado? Jura que não passa nem um calafrio por perceber que já não é mais como antes? Talvez seja por não perceber como as coisas são frágeis. Na verdade, tudo é delicado como as mágicas imagens que as nuvens formam no céu... tudo submisso ao tempo, ao vento. A paixão? Bom, segundo Jung, a intenção dos conteúdos inconscientes é se fazerem conscientes, e a paixão acontece quando projetamos algo de nós, nossos desejos mais inconscientes no outro, assim caímos por uma imagem, uma idealização de algo de nós, que atribuímos ao outro. E segundo o filme Lisbela e o Prisioneiro, "o amor é como um passarinho. Nasce sem pena e morre sem ninho"... (rs..) Ao ver que não existe morada, a imagem passa. A projeção acaba. Acendem-se as luzes. É hora de ir embora. Adeus coincidências cinematográficas. Adeus All Star azul. Olá vida real. Welcome back. Demorou um pouco. Mas cá estou eu de volta. Afinal, os viajantes sempre voltam.

postado por: Daynha 14:25


Opiniões e recadinhos Segunda-feira, Setembro 8

A música



Lição do dia: Como salvar seu dia? Simples... ache a música. Aquela, que você ouve uma vez. Duas. Três. Ouve mil vezes. Grava e fica ouvindo o dia todo. Todas as horas, ate enjoar... e sempre que você a ouve, dá aquele bem estar, brota um sorriso no seu rosto e quase não dá pra evitar dançar... Depois disso, ah... depois disso parece que tudo dá certo. O dia melhora, fica mais bonito. As coisas acontecem de um jeito mágico. Eu encontrei a música ontem e foi milagroso! Passei uma tarde deliciosa, aproveitando e me sentindo muito bem com cada raiozinho de sol.. tomei um ótimo banho, saí com um ótimo amigo, assisti a uma ótima peça, voltei pra casa e tive uma ótima conversa com um ótimo novo amigo... coincidência? Claro, claro... a probabilidade de nada disso que aconteceu ter a ver com o fato de eu ter encontrado a música é alta, mas e daí? Eu só sei que eu começei a sorrir de verdade e começei a me sentir bem de verdade, depois de ouvir e cantar a música.. qual é a tal música mágica? Pois é.. não sei se eu coloco o nome dela ou não.. porque muito provavelmente, a maioria só vai ouvir e dizer: "ã?! Que que ela tem demais!? Essa menina é completamente desequilibrada mesmo...". Mas logo depois de pensar isso, me veio instantaneamente: "e qual vai ser a novidade nisso?" Então aqui vai: a música é Carnival, do Cardigans. Eu sou apaixonada pelo Cardigans.. acho a voz da Nina completamente embriagante.. mas enfim, eu sou só mais uma desequilibrada mesmo.. peraí, correção: mais uma desequilibrada feliz mesmo... =)

postado por: Daynha 22:13


Opiniões e recadinhos Domingo, Setembro 7

So, that's it



Não aguento mais. E eu sei que ouvir Coldplay não é exatamente o recomendado pra alguém que já não está no melhor dos momentos, mas é o tipo da coisa inevitável para o momento e para explicar isso, se justifica roubar uma frase de um amigo: "Eu sou assim mesmo, quando tô deprê, gosto de ouvir Coldplay e ficar mais deprê ainda.." e é exatamente isso agora.
Eu já ouvi que para quem não sabe aonde quer chegar, qualquer lugar basta. Mas não é bem assim. Eu não sei aonde eu quero chegar, e nem sei o que eu quero de verdade, mas sei que aqui, agora, não tá nada bom. De repente estou assim, pelo fato de eu sempre ter tido uma fixação - quase neurótica - de ter que saber o que eu quero. O que eu quero de verdade. Bem estilo Rita Lee, sempre me cobrei muito para saber o que eu ainda ia querer bêbada, em perigo, perdida, na cadeia, no hospício, no inferno. Aquilo que está em mim, que todo mundo vê e que ainda estará comigo, mesmo quando eu não me lembrar. E a verdade? A verdade é que eu não sei o que é. Não sei o que eu quero, o que eu quero de verdade. Alguém?? Alguma coisa?? Algum lugar?? Não sei. Eu tenho me sentido tão perdida, tão vazia... o que eu quero? Quero ouvir mais Coldplay? Quero chorar? Quero gritar? Quero alguém do meu lado? Quero estar sozinha em casa? Eu me acalmo dizendo que o tempo (bendito e maldito tempo) vai trazer as respostas... mas como eu posso esperar as respostas de alguém tão relativo? E se para mim, ele for estático? E se ele me castigar por eu não usar relógio? Ele está em mim? Sou eu quem o controlo já que sou eu que gasto ele? "Am I part of the cure or am I part of the disease?"
O mais estranho, é que nessas horas de crise, vem os rostos de umas 4 ou 5 figurinhas que eu sei que me fariam bem.... e o mais terrível, é que não tem nenhuma delas comigo agora. Pelos motivos mais diversos... viagens, mudanças, mal-entendidos, fases diferentes. Cada um segue o seu rumo enquanto eu tenho a impressão de ficar aqui, parada e indecisa, esperando o tempo trazer as respostas, as pessoas, os encontros, as revelações, o caminho. Não aguento mais sentir agonia sem saber o motivo. Quero respostas. Quero dores reais. Chega de lamúrias e tristezas vagas. Quero saber o que eu quero de verdade. Aquilo que eu não perco no baralho, aquilo que o dinheiro não compra, que os conselhos não matam, que o tempo não toma, que velha, cega, onde eu estiver, eu continuo tendo. Aquilo que eu quero. Aquilo de verdade.

"In my place, in my place
Were lines that I couldn't change
I was lost, oh yeah
I was lost, I was lost
Crossed lines I shouldn't have crossed
I was lost, oh yeah "

(Coldplay - In my place)

postado por: Daynha 00:13


Opiniões e recadinhos Sábado, Setembro 6

Ska



A vida não é filme,
Você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
Saber o que passava no seu coração
Se o que você fazia era certo ou não
E a mocinha se perdeu olhando o sol se pôr
Que final romântico
Morrer de amor
Relembrando da janela tudo que viveu
Fingindo não ver os erros que cometeu
E assim, tanto faz
Se o herói não aparecer
E daí?
Nada mais...
A vida não é filme
Você não entendeu
De todos os seus sonhos não restou nenhum
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
E só você não viu não era filme algum
E a mocinha se perdeu olhando o sol se pôr
Que final romântico
Morrer de amor
Relembrando da janela tudo que viveu
Fingindo não ver os erros que cometeu
E assim, tanto faz
Se o herói não aparecer
E daí?
Nada mais...

(Paralamas Do Sucesso)

*** Por que que a gente vai quando quer ficar?! Por que o herói não chega pra evitar a minha queda? Por que ninguém veio ao meu quarto quando escureceu?
Ah é. Porque a vida não é filme. ***

postado por: Daynha 14:48


Opiniões e recadinhos Quinta-feira, Setembro 4

Sobrancelha polêmica



(mulher intrometida) : - "Nossa!!! Você devia encurtar a sua sobrancelha! A sua cara ia ficar muito mais alegre! Não quer não??"
(eu) : - "não, não... =) " adicionando o sorriso que eu aprendi a dar para sair de situações que potencialmente poderiam se tornar complicadas caso não terminassem logo...

Por que é que eu iria querer ficar com a cara mais alegre? Sério, as pessoas se preocupam tanto em parecer bem e felizes, que elas não se preocupam em como elas se sentem de fato! Se hoje eu tô triste, qual é o problema de parecer triste?? Por que segurar o choro? Por que encurtar a droga da sobrancelha pra parecer feliz?! Se eu quisesse parecer feliz sempre, comprava uma máscara com um sorriso e com um olhar falsos e usava o tempo todo! Eu gosto muito mesmo de poder me expressar e demonstrar os meus sentimentos! Por que ser radiante sempre? A maioria vive tão preocupada em não cair nesse - erradíssimo e injustíssimo, na minha singela opinião - critério imposto brutalmente pela sociedade norte-americana de ser um "loser"... incrustou-se na cabeçinha de zilhões que se vc perder, ou se vc estiver sem dinheiro, ou não comer mac donald's e beber coca-cola, ou não usar determinadas roupas, ou não possuir determinadas atitudes (como a terrível atitude de querer ter sucesso e fama e reconhecimento e receber o barato e falso amor da sociedade) você é um fracassado! E como eles morrem de medo dessa palavra... acho que lá, chamar alguém de "loser" é das piores coisas que vc pode fazer! Que absurdo!
Me diz alguém que nunca perdeu? Qual é o problema nisso? Horas se ganha, outras se perde... c'est la vie! Acontece! E peloamordeDeus, qual é o problema de não gostar de coca ou de mac donald's? As pessoas vivem tão preocupadas com o que os outros vão pensar, que elas deixam de fazer mil coisas que elas fariam, ou secretamente gostariam de fazer, se ninguém as estivesse julgando... e quantas dessas pessoas, não levanta a bandeira de que agora todos são livres, a escravidão acabou! êêêê! Mas, putz! Que liberdade é essa? Sem perceber, a maioria vive comandada pelo medo. Viver sem medo de vestir, comer, beber, pensar, falar e ser é um privilégio para poucos. Poucos esses, que são taxados como loucos pelo resto. Será que é tão inaceitável não se preocupar em estar - por fora - sempre feliz? Por que o medo de demonstrar que - óóóóóóóóóóó - eu perco - às vezes -, que eu me machuco - às vezes -, que eu quebro a cara - às vezes - e que eu não sou perfeita - sempre - !?! Não vou encurtar a minha sobrancelha não, e ponto final! Que palhaçada! Quero que as pessoas vejam que eu estou feliz pelo meu sorriso. Que percebam que eu estou alegre pelo meu olhar. Que sintam que eu estou bem pelo meu espiríto. Não preciso e nem quero máscaras. Triste, feliz, bem ou mal-humorada, magoada ou carinhosa, brava, calma, com frio, rosa, azul, quero continuar demonstrando toda a minha personalidade, mesmo com a minha loguissíssísssssíma sobrancelha.

PS: Eu acho sombrancelha muito mais sonoro, mas o certo é sobrancelha... esquitíssimo, mas é o certo... fazer o quê?

postado por: Daynha 21:25


Opiniões e recadinhos Quarta-feira, Setembro 3

Paciência



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára

Enquanto o tempo acelera
E pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,
A vida não pára.

(Lenine)

postado por: Daynha 14:35


Opiniões e recadinhos Segunda-feira, Setembro 1


Frio. Caracas, muito frio. E eu amo frio. Foi ótimo. E agora, voltei. Voltei. E lá, eu não só respirei muito, várias e profundas vezes, como voltei renovada. Admito que por vezes estive desorientada, ouvindo musiquinhas do passado - a propósito, estou numa fase euodeiocassiaeller, apesar de no fundo amar ela e todas as músicas dela, mas para o bem do meu estado, essa é a minha posição - mas estou renovada. Passei dias ótimos, bem a la Amélie Poulain, apreciando e me deliciando com as pequenas coisas. Vento batendo no rosto. Amigos. Risadas. Palhaçadas. Muitas e muitas risadas. Saudades? Tá, admito também. Mas me parece inevitável.
Senti uma pseudo-dor-de-coração que gerou uma pseudo-saudade de figuras distintas, como a que fez com que eu sentisse falta da outra figurinha que não estava ao meu alcance no momento, fui obrigada a ficar sozinha comigo mesma, e foi complicado, complicadíssimo. Mas foi ótimo. Senti aquela sensação esquisita, como quando a gente acorda de um pesadelo, sem saber muito bem o que merece ser considerado e o que não merece, o que é real e o que é coisa da nossa cabeça. E por alguns instantes, não consegui impedir de sentir um desconforto profundo. Mas agora, agora sei que agora tá tudo certo. Pronto, passou. Marte já está indo embora e, Graças a Deus, só volta a se aproximar daqui a zilhões de anos. Voltei a estar convicta e bem posicionada em relação à minha própria existência. Afinal, eu tenho que mostrar quem manda aqui! Chega de descontroles! Que coisa mais inconveniente, Daya!
Sei que seria mais fácil uma vida simples, direta, feliz e cor-de-rosa. Mas todo esse contexto perfeitinho e cor-de-rosa não combina com a pessoa que eu sou hoje, que me tornei, na qual venho me transformando. E isso precisa ser mantido bem claro dentro de mim. Eu não gosto mais da palidez do cor-de-rosa. Não tem porquê eu fingir que isso não é verdade. Eu sou eu e gosto de todas as nuances tristes e lindas do azul.

postado por: Daynha 17:44




Meu humor atual - i*Eu Eu mesmo no i*Eu!
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