Dancing in the deepest oceans

***Um blog de menina! Mas não de uma menina comum...***



... ... ... Segunda-feira, Novembro 29



Mas sim! A grama continua verde... =)

***Amiga contra maionese, ovo e queijo ralado: Parabéns!!!! Você já sabe que eu te desejo muita felicidade e muita saúde! Já sabe também que eu estou aqui para o que você precisar e que eu te amo! Mas eu adoro ser relembrada dessas coisas, então imaginei que você também não ia achar ruim se eu deixasse aqui um recado para te lembrar disso. Enfim, tudo de melhor pra você, amiga! :* ***

postado por: Daynha 01:15


... ... ...

Eu só.



Sempre acreditei muito, talvez até demais, que as coisas acontecem por algum motivo em especial. Que se surge determinado problema, é porque se pode aprender com ele; que se a vida tomou esse rumo e não aquele, é porque de alguma forma esse será melhor. Que de alguma forma, algo ou alguém, está viagiando para que as coisas aconteçam do melhor jeito, no tempo certo. Eu tinha escrito um post bem grande e poético sobre uma moça, cujo título ia ser "ela só". Ela, seus sonhos e como é impossível prever o que vai acontecer. Que por mais seguros que seus planos sejam, de alguma forma, eles podem desmorronar. Enfim, esse post foi perdido. Não sei porquê. Mas foi. Já era. Talvez estivesse falando demais, na hora errada. Talvez foi simplesmente pra ver como eu reagiria depois de ver um trabalho ser descartado em um clique. Talvez seja para eu assumir que ela sou eu. Talvez não seja nada. Só o acaso - se é que ele existe. Talvez fosse só para escrever aquilo tudo, e não para alguém ler. Segundo minha mãe, quando se tem algum mal-estar na barriga a melhor solução é vomitar. Eu estava com um mal-estar agora e vomitei. Palavras, mas vomitei. Me sinto melhor e mesmo que as minhas palavras não possam mais ser lidas por ninguém acho que elas serviram o propósito principal que era me fazer sentir melhor. Odeio dramatizar muito as coisas e dar grande importância para o que deveria ser insignificante, mas ao mesmo tempo não tenho medo de demonstrar o que eu sinto, mesmo tendo plena consciência de que muitas vezes meus sentimentos são completamente instáveis e efêmeros. Mas agora, sinto isso. Sinto que palavras ainda podem me incomodar demais, me machucar demais. Sinto que, às vezes, ver algo que não via faz tempo, faz lembranças que eu insisto em tentar esconder, virem à tona. Ver um rosto, sentir um cheiro, estar em um lugar, abrir uma gaveta, usar uma roupa. Poucos detalhes fazem uma onda de passado vir e me afogar. E, às vezes, ouvir algo inesperado, ouvir algumas poucas palavras, faz tudo mudar de lugar. Faz sonhos ou planos serem abalados. Faz a realidade ter um gosto real demais. Perder o cor-de-rosa que tinha um sonho e ficar só o real. E mais, me faz perceber que na verdade, no final, o que resta sou só eu. Nada mais e mais ninguém. Por mais egoísta que isso seja, é a minha maior verdade nesse instante. Não mais ela só, mas eu. Eu só.

postado por: Daynha 00:46


... ... ... Segunda-feira, Novembro 15

Passado x Presente


Não se pode viver em dois momentos ao mesmo tempo. Enquanto se vive o passado, se perde o presente. Vivendo no passado, nada mais faz sentido, afinal, na verdade, não existe mais nada onde você está: tudo foi. Você não está no agora. O seu presente hoje, ainda é o passado de ontem. Eu não. Eu estou no presente. Li hoje um texto muito legal, que me fez pensar em algumas coisas que eu fiz a alguns dias. Algumas mudanças que eu simplesmente senti que era hora de fazer. Eu estava final e definitivamente enterrando o passado e entrando no meu presente. "Abrindo espaço para novas lembranças" e deixando de ser quem eu era, me transformando - sem medo e com muita alegria - no que eu sou. É estranho como no meu presente vem a minha cabeça uma pessoa em especial. O estranho nisso? É que essa pessoa não é a responsável pela minha mudança. Ela é o presente que o destino me deu, por eu ter finalmente aprendido uma lição e passado a me aceitar e me entender melhor. Meu presente. Não a minha vida. Nem o meu passado. Não o meu destino. É "só" o meu presente. Por todo o tempo em que eu viver nele. Adeus passado. Olá presente. (*** oribdaga, de nvoo! te amo.***)

Aqui está parte do texto que eu li hoje:
(...)"Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto as vezes ganhamos, e as vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capitulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."

postado por: Daynha 22:52


... ... ... Sexta-feira, Novembro 5

E daí?



Essa semana tive insonia novamente. A alguns meses eu não tinha e, sem motivo aparente, voltei a ter. É. Duas noites sem nada de sono. Estive pensando e analisando algumas coisas e acho que o ponto é esse. Analisar. Às vezes eu simplesmente não consigo parar de pensar em mil "e se´s", em tentar entender e aprender com todas as coisas que eu sinto. Em analisar o porquê de tudo. Por que inveja? Por que tristeza? Por que alegria com a chuva? Por que medo de não conseguir? Por que fraqueza? Por que doença? Por que saudade? Por quê? Porque eu sou normal. Simplesmente isso. Sou egoísta e altruísta. Sou feia e bonita. Sou chata e legal. Sou comportada e sou rebelde. Sou normal e sou estranha. Assim como todo mundo é, às vezes.
Acho que nessa de entender, esquadrinhar e mapear tudo, o sentimento por si só se perde. A lógica vence. Sentir não passa mais a ser sentimento, passa a ser cobaia da consciência. Não acho de forma alguma que viver inconseqüentemente seja o caminho. Muito menos deixar de se pensar no que se sente. Mas como o velho e bom clichê continua velho e bom (e inteligente e correto), o melhor é o caminho do meio. Mesmo. Não tem jeito. Demais arrebenta. Pouco fica frouxo. Esticado o suficiente é o ideal.
Meu quarto está diferente. E eu também. Continuo gostando de golfinhos e de azul. Mas agora, em particular, não estou gostando de gatos e estou adorando o verde. Bolsas vão embora e prateleiras chegam. Depois de uma fase meio estranha, acho que eu estou menos estranha a mim mesma. E o melhor é que eu tenho gostado mais de mim, a cada dia que eu me conheço mais. Até o cabelo diferente parece fazer parte de mim e não ser uma parte tão diferente assim. Não acredito em livros de auto-ajuda e nem em frases feitas como soluções perfeitas, mas é incrível poder passar momentos em que existe tanta simplicidade no ar que as coisas realmente parecem mais leves e o astral mais limpo. Fotos vão embora e uma borboleta chega. Talvez seja só a poeira que foi embora, ou todo o ácaro que vai embora com a cama velha, mas o fato é que eu me sinto respirar muito melhor agora.

postado por: Daynha 10:46




Meu humor atual - i*Eu Eu mesmo no i*Eu!
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